Alguns materiais não podem ser descartados no lixo comum por serem considerados uma ameaça ao meio ambiente, como pilhas, baterias e o óleo de cozinha, um dos produtos mais presentes nas residências. Para resolver esse problema, pesquisadores canadenses desenvolveram uma tecnologia capaz de quebrar gorduras presentes nesses resíduos domésticos e em materiais semelhantes da indústria, como a graxa.
O processo químico ainda tem outros benefícios: produz gás metano, uma fonte de energia renovável, e evita o entupimento de canos. Essa última solução tem sido cada vez mais procurada por grandes cidades. Recentemente, por exemplo, a população de Londres foi surpreendida com os fatbergs, depósitos sólidos de resíduos gordurosos que bloquearam a rede de esgoto. Segundo especialistas, nada melhor do que a adoção de soluções simples para esses grandes dilemas atuais.
É o que prometem os cientistas canadenses com a nova tecnologia de reaproveitamento. Nela, os compostos de gordura são aquecidos a temperatura entre 90°C e 100°C e, em seguida, recebem peróxido de hidrogênio, um produto que estimula a decomposição da matéria orgânica. Em testes, o tratamento reduziu o volume de sólidos presentes nos óleos gordurosos em até 80%. Também liberou ácidos graxos, que permitiu a passagem para a segunda etapa do tratamento, quando o material é decomposto por bactérias.
Fonte: Vilhena Soares postado em 08/2018 06:00